quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Batom ou rouge à lèvres


 

Saiba um pouco mais sobre a origem do cosmético mais vendido no mundo. O nome vem do francês bâton, literalmente "bastão", embora na França, o cosmético seja chamado rouge à lèvres. O Batom é um dos hábitos mais antigos na história da vaidade feminina. O costume de colorir a boca têm suas raízes no Egito e, diferente do que acredita a maioria, não foi instituído por Cleópatra. O busto de outra rainha egípcia, Nefertite, exposto no Museu de Berlim, prova que lábios femininos já eram pintados mil anos antes da era de Júlio César. Para enfeitar a boca em busca da sensualidade, as mulheres do Mundo Antigo recorriam às alternativas naturais. As esposas dos faraós usavam “púrpura de Tyr”, adormavam-se com um intuito de ficarem mais belas, recorrendo sempre ao tom vermelho, sexualmente apelativo, pois os lábios enrubescem ao estímulo de excitação, enquanto as gregas aplicavam uma raiz vermelha chamada “polderos” com cerato de mel para dar um aspecto mais saudável e úmido aos lábios.
No século XIII, um monge de Piza descobriu o carmim de Cochinella, pigmento vermelho insolúvel em água. Rhocopis, um perfumista francês, foi o responsável pela revolução que definitivamente trouxe o batom para a vida das mulheres deste século. Seu invento, o “bàton serviteur”, era uma massa composta de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão, de cor vermelha, cuja textura se devia ao acréscimo de gordura de cervo. Envolvido em papel de seda, o pequeno instrumento conquistou rapidamente as mulheres mais eminentes do mundo do espetáculo
Em 1921, o batom ganhou o formato atual de estojo, e começou a ser comercializado em Paris, também em 1921, o tubinho era, nas páginas da revista Vogue, tema de uma elegante publicidade dirigida a todas as mulheres “de classe”. Miss Pearl Pugsley, nos Estados Unidos, aos dezessete anos, foi notícia ao ter que retornar para casa, vinda do colégio, por utilizar batom. O batom se tornou objeto do desejo e sucesso foi tamanho que em 1930 os batons dominaram o mercado americano e daí espalharam-se pelo mundo afora. Há quem diga que o seu formato em bastão foi baseado na sexualidade feminina, nos mundos modernos foi baseado em forma do membro masculino para estimular a sexualidade feminina e aumentar as vendas com o formato inovador dando mais prazer em fazer uso do mesmo toda vez que pressiona o bastão para fora tocando-o em seus lábios. O formato dos batons também passou por processos de modernização e praticidade. No segundo ano da Primeira Guerra Mundial, apareceu nos Estados Unidos um derivado do serviteur: um colorante labial em tubinho metálico. Sua difusão na América do Norte foi rapidíssima.
A fórmula sólida do batom teve início na década de 1930. Mesmo assim, a receita básica não sofreu radicais mudanças. Ela é até hoje uma dispersão de cores em uma base gordurosa, permitindo a fácil aplicação de uma camada uniforme.
Com as novas técnicas, o batom não apenas dá cor, mas também protege e hidrata a pele delicada dos lábios contra o frio, o vento e o sol.


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